Amor eterno é pra sempre.
Agora entendi o que os seus olhos me disseram.
Não é eterno enquanto durou, é pra sempre eterno.
Como a nossa (só nossa) lua. Aquele beijo sob a mangueira. Aquela noite sentados no passeio aconchegados eternamente um ao outro. Você me segurando pela mão naquela Folia de Reis. Cada partida. Cada carta. Cada pedacinho dessa saudade que eu volto a sentir agora, pelo simples fato de mencionar você com alguém tão próximo a nós.
Eterno.
Cada um num caminho e felizes (porque não?)
Você apenas adormecido na minha alma e eu também na sua (eu sei). E a cada despertar de um no outro a gente se encontra de alguma forma.
Como disse o poeta "eu sei que vou te amar por toda a minha vida (por todas as minhas vidas).
Amor eterno porque o espírito é eterno.
Te amo hoje e até que eu te encontre de novo. Em algum lugar, em algum tempo.
Rita Brafer - novembro/2011
Por Rita Brafer - Impressões de uma menina mulher (ou uma mulher eternamente menina) sobre a vida.
sábado, 12 de novembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Nos seus andores
Rogai por nós
Os pecadores
Abençoai ! nestas terras morenas
Seus rios, seus campos e as noites serenas
Abençoai ! as cascatas
E as borboletas que enfeitam as matas
Ave Maria
Cremos em vós
Virgem Maria rogai por nós
Ouvi as preces, murmúrios e luz
Que aos céus acendem e o vento conduz
conduz a vós
Virgem Maria
Rogai por nós.
Feliz dia das Crianças!!!
Que todos nós possamos, sempre, manter a criança viva e brincante dentro de nós!!!!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Salve Cosme e Damião!! Salve Doum!!! Salve as Crianças!!!
Suspiro
Algodão doce, brigadeiro
Beijinho, Cajuzinho
Quindim, Canudinho
É tudo bem docinho
Manjar, bolo gelado,
Mousse, gelatina,
Sorvete de copinho
É tudo geladinho
Baba de moça, quebra queixo,
Cocada, goiabada,
Leite condensado
É tudo bem melado
Pudim, Maria mole,
Olho de sogra, rocambole
Pavê, bem casado
É tudo misturado
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Pablo Neruda
Eu não conhecia essa poesia. Ouvi ontem num sarau... achei divina!!!
Fábula da Sereia e os bêbados - Pablo Neruda
Todos aqueles homens estavam lá dentro, quando ela chegou totalmente nua.
Eles tinham bebido e começaram a cuspir.
Recém-chegada do rio, ela não sabia nada.
Ela era uma sereia que perdeu seu caminho.
Os insultos escorriam-lhe pela carne reluzente.
Obscenidades afogaram seus seios dourados.
Ela não chorou, pois não sabia chorar.
Não sabendo roupas, ela não as tinha.
Eles a enegreceram com rolhas queimadas e pontas de cigarros e rolaram de rir no chão taverna.
Ela não falou porque não tinha voz.
Seus olhos eram da cor do amor distante, seus braços duplos eram feitos de topázio branco.
Seus lábios se moviam, em silêncio, sob uma luz coral, e de repente ela saiu por essa porta.
Ao entrar no rio, ela ficou limpa, brilhando como uma pedra branca na chuva e sem olhar para trás, ela nadou mais uma vez.
Nadou para o vazio, nadou para sempre. Até morrer.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Ai ai, viu... me dá sono...
Ai ai... dá sono. Essa vida corporativa me enjoa.
É tão patética.
Quanta gente infeliz querendo fazer outras pessoas infelizes também, e se esforçando pra isso, perdendo um precioso tempo nessa tentativa, talvez para se sentirem melhor com suas frustrações enraizadas.
Sufocam suas verdadeiras aspirações em algum beco escuro dentro de si.
E chamam isso de poder.
Ao mesmo tempo que isso me irrita me causa pena.
Definitivamente não sou parte disso.
É tão patética.
Quanta gente infeliz querendo fazer outras pessoas infelizes também, e se esforçando pra isso, perdendo um precioso tempo nessa tentativa, talvez para se sentirem melhor com suas frustrações enraizadas.
Sufocam suas verdadeiras aspirações em algum beco escuro dentro de si.
E chamam isso de poder.
Ao mesmo tempo que isso me irrita me causa pena.
Definitivamente não sou parte disso.
Mas a gente (não sou a única, com certeza) deixa que ELES pensem que acreditamos neles por sabermos que nossa vida é bem diferente desses pensamentos limitados.
É isso que me liberta: estou nesse mundinho provisoriamente, mas não pertenço a ele. Então consigo rir deles, pegar meu dinheiro no final do mês, não dedicar a eles um segundo a mais do que vendi por esse dinheiro e me dar o direito de vadiar meu dia quando me dá na telha, sem dor e sem dramas. Exercendo o doce sabor da irresponsabilidade de quem, apesar de tudo, se sabe livre.
Por Rita Brafer
Por Rita Brafer
terça-feira, 13 de setembro de 2011
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