sábado, 10 de dezembro de 2011

Sábado, friozinho logo cedo, cheiro de pão assando nas padarias.
Cheiro de Pão... esse cheirinho de pão assando dá uma sensação tão boa. Não é de sentir fome. Talvez fome de vida. Uma fome danada de café da manhã em casa, o mundo quentinho e aconchegante de uma manhã de garoa em Sampa!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Faça uma lista de grandes amigos


Quem você mais via há dez anos atrás

Quantos você ainda vê todo dia

Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha

Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre

Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece

Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria

Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava

Quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava

Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?

Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo

Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava

Hoje assobia pra sobreviver?

Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você?

sábado, 12 de novembro de 2011

Declaração de amor eterno

Amor eterno é pra sempre.


Agora entendi o que os seus olhos me disseram.

Não é eterno enquanto durou, é pra sempre eterno.
Como a nossa (só nossa) lua. Aquele beijo sob a mangueira. Aquela noite sentados no passeio aconchegados eternamente um ao outro. Você me segurando pela mão naquela Folia de Reis. Cada partida. Cada carta. Cada pedacinho dessa saudade que eu volto a sentir agora, pelo simples fato de mencionar você com alguém tão próximo a nós.
Eterno.
Cada um num caminho e felizes (porque não?)
Você apenas adormecido na minha alma e eu também na sua (eu sei). E a cada despertar de um no outro a gente se encontra de alguma forma.
Como disse o poeta "eu sei que vou te amar por toda a minha vida (por todas as minhas vidas).


Amor eterno porque o espírito é eterno.
Te amo hoje e até que eu te encontre de novo. Em algum lugar, em algum tempo.

Rita Brafer - novembro/2011



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ave Maria

Nos seus andores

Rogai por nós

Os pecadores

Abençoai ! nestas terras morenas

Seus rios, seus campos e as noites serenas

Abençoai ! as cascatas

E as borboletas que enfeitam as matas

Ave Maria

Cremos em vós

Virgem Maria rogai por nós

Ouvi as preces, murmúrios e luz

Que aos céus acendem e o vento conduz

conduz a vós

Virgem Maria

Rogai por nós.



Feliz dia das Crianças!!!

Que todos nós possamos, sempre, manter a criança viva e brincante dentro de nós!!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Salve Cosme e Damião!! Salve Doum!!! Salve as Crianças!!!


Suspiro

Algodão doce, brigadeiro

Beijinho, Cajuzinho

Quindim, Canudinho

É tudo bem docinho
 




Manjar, bolo gelado,

Mousse, gelatina,

Sorvete de copinho

É tudo geladinho







Baba de moça, quebra queixo,

Cocada, goiabada,

Leite condensado

É tudo bem melado




Pudim, Maria mole,

Olho de sogra, rocambole

Pavê, bem casado

É tudo misturado

 
E o doce mais gostoso

Que derrete e desmancha

Mas leve e saboroso

                                                      Que dá água na boca





Suspiro, Ahhhh!!!

Teta de nega !!! O quê?





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pablo Neruda

Eu não conhecia essa poesia. Ouvi ontem num sarau... achei divina!!!


Fábula da Sereia e os bêbados - Pablo Neruda

Todos aqueles homens estavam lá dentro, quando ela chegou totalmente nua.

Eles tinham bebido e começaram a cuspir.

Recém-chegada do rio, ela não sabia nada.

Ela era uma sereia que perdeu seu caminho.

Os insultos escorriam-lhe pela carne reluzente.

Obscenidades afogaram seus seios dourados.

Ela não chorou, pois não sabia chorar.

Não sabendo roupas, ela não as tinha.

Eles a enegreceram com rolhas queimadas e pontas de cigarros e rolaram de rir no chão taverna.

Ela não falou porque não tinha voz.

Seus olhos eram da cor do amor distante, seus braços duplos eram feitos de topázio branco.

Seus lábios se moviam, em silêncio, sob uma luz coral, e de repente ela saiu por essa porta.

Ao entrar no rio, ela ficou limpa, brilhando como uma pedra branca na chuva e sem olhar para trás, ela nadou mais uma vez.

Nadou para o vazio, nadou para sempre. Até morrer.