Por Rita Brafer - Impressões de uma menina mulher (ou uma mulher eternamente menina) sobre a vida.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O Rio de Janeiro continua lindo!
| Cristo Redentor abençoando a Guanabara |
Sim, continua.
Não é só Ver, e Viver as belezas naturais do Rio que me faz repetir essa frase.
Caminhar pela pista Cláudio Coutinho é divino. Mar e Montanha, numa harmonia mágica, como toda a Cidade do Rio de Janeiro.
Caminhar pelas praias e ver o Morro dois Irmãos, o Pão de Açúcar, a subida para o Corcovado e a imensidão do belo que vemos lá encima... descer pela floresta da Tijuca e presenciar a natureza bela e senhora!
Presenciar toda a "maravilha de cenário" quando o avião vai pousar no Santos Dumont já é divino. (a primeira vez que passei por isso chorei e pensei: se eu morrer agora, morro feliz, com a mais bela imagem que já vi gravada em minha alma).
| Vendo Ipanema do Arpoador |
É lindo pelo Arpoador, pela Ponte Rio/Niterói cruzando o mar, pela árvore incrível que tem em frente ao Santos Dumont, pela flor que nasce em outra árvore...
| Árvore em frente ao Santos Dumont |
| Flores... na Urca |
O Rio de Janeiro é lindo por tudo isso. Porque o Pai Maior abençoou esse lugar quando o esculpiu em pedras e mar. No Rio Deus esculpiu até a água tamanha perfeição. Como diz uma música: "Quando Deus te desenhou ele estava namorando na beira do mar".
| Morro Dois Irmãos |
| Praia Vermelha |
| Ipanema - Olha que coisa mais linda mais cheia de graça... |
| Copacana |
| O Morro e o Asfalto. Juntos! |
O Rio de Janeiro continua lindo porque assim como o Cristo Redentor de braços abertos sobre a Guanabara (linda!) o povo Carioca está de braços abertos para a VIDA!
Rio de Janeiro, te amo!
Rita Brafer, com muita saudade e rogando ao Pai Maior para um dia voltar pra lá(e ficar)
28/09/2012
Saudade
Cigano...
Quanta saudade de ti. Quanta saudade de sonhar contigo e acordar com o cheiro do teu abraço, o conforto do teu acalanto, a tua presença em mim.
Faz tempo que não me lembro dos nossos encontros em sonhos, se tivemos algum. Muito tempo. Talvez seja só a falta de lembrança.
Tu sabias antes de mim que eu precisava do casulo para me recompor, não sabias?
Por onde andas? Aqui ou além?
Eu voltei. Ainda um pouco tímida, mas cá estou novamente. Recomeçando. E estás comigo te sinto sorrir pra mim.
As vezes acho que tu me brindas com tua presença de tempos em tempos. Aquele dia no mar, aquele dia na Lapa... são instantes tão completos de magia que alguma partícula de mim te reconhece. E se sente segura.
Eu te amo pra sempre. Quanta saudade de você. Bom dia, amor meu!
Até a vista!
Sua Cigana para sempre!
Quanta saudade de ti. Quanta saudade de sonhar contigo e acordar com o cheiro do teu abraço, o conforto do teu acalanto, a tua presença em mim.
Faz tempo que não me lembro dos nossos encontros em sonhos, se tivemos algum. Muito tempo. Talvez seja só a falta de lembrança.
Tu sabias antes de mim que eu precisava do casulo para me recompor, não sabias?
Por onde andas? Aqui ou além?
Eu voltei. Ainda um pouco tímida, mas cá estou novamente. Recomeçando. E estás comigo te sinto sorrir pra mim.
As vezes acho que tu me brindas com tua presença de tempos em tempos. Aquele dia no mar, aquele dia na Lapa... são instantes tão completos de magia que alguma partícula de mim te reconhece. E se sente segura.
Eu te amo pra sempre. Quanta saudade de você. Bom dia, amor meu!
Até a vista!
Sua Cigana para sempre!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A ELEVAÇÃO DE UM FILHO DE FÉ
Numa praia deserta caminhava um filho de fé…
Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento um consolo.
Buscava forças e um sinal de esperança, para poder continuar lutando….
Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas se quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar…
Uma lágrima entristecida, cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado
pelas intrigas e maldades dos seu irmãos, já se tornava insuportável….
“Então”…
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo…
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição..
A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas
magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer…
Olhou
para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande
força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso
que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando…
Observou na
beira das águas, peixinhos dourados a cintilar, foi então que seu
coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu
sagrado e divino manto…
Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a
sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu o fez lembrar-se de
Nanã Buruque, que com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores
causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande
festividade…
Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava
fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas
trouxe folhas distantes, sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua
mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os
sentimentos impuros.
Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo que lhe encheu o peito de coragem.
“Kaô Kabecilê”, e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante,
não mais sofria pelas injustiças,pois seu pai lhe protegia…
Então
admirado, sentou-se a beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação,
e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos, e sem se
esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava
as chagas do seu corpo e espírito…
Fixou o olhar no céu, e nas
nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava,
como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de
fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade e poder
levar alento e paz aos irmãos necessitados…
Então um perfume exalava
de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e
foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta
alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente…….
“A elevação do filho de fé….
Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração…
Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma.
Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda…
Paz, Amor e Caridade!!!”
(autor desconhecido)
Uma lágrima entristecida, cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seu irmãos, já se tornava insuportável….
“Então”…
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo…
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição..
A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer…
Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando…
Observou na beira das águas, peixinhos dourados a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto…
Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu o fez lembrar-se de Nanã Buruque, que com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande festividade…
Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas trouxe folhas distantes, sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros.
Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo que lhe encheu o peito de coragem.
“Kaô Kabecilê”, e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante, não mais sofria pelas injustiças,pois seu pai lhe protegia…
Então admirado, sentou-se a beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação, e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos, e sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava as chagas do seu corpo e espírito…
Fixou o olhar no céu, e nas nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava, como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade e poder levar alento e paz aos irmãos necessitados…
Então um perfume exalava de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente…….
“A elevação do filho de fé….
Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração…
Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma.
Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda…
Paz, Amor e Caridade!!!”
(autor desconhecido)
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Grito
Tô precisando enlouquecer, surtar, me arrancar com unhas de dentro de mim.
Tô sufocada dentro de uma lágrima represada dentro do meu peito. Lágrima alimentada por pequenas lágrimas que eu disse pra mim mesma não ter importância e fiquei presa dentro da lágrima, olhando o mundo através de suas paredes quase transparentes.
Grito um grito mudo.
Sufocada.
Atada.
Quando foi que eu deixei de ter importância pra mim mesma e me deixei ficar?
Quero rasgar.
Preciso me rasgar por inteiro.
Tô sufocada dentro de uma lágrima represada dentro do meu peito. Lágrima alimentada por pequenas lágrimas que eu disse pra mim mesma não ter importância e fiquei presa dentro da lágrima, olhando o mundo através de suas paredes quase transparentes.
Grito um grito mudo.
Sufocada.
Atada.
Quando foi que eu deixei de ter importância pra mim mesma e me deixei ficar?
Quero rasgar.
Preciso me rasgar por inteiro.
Rita Brafer - 01/08/2012
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