sexta-feira, 23 de março de 2012

A alguém especial. Me fale das andanças ex amor...

A Vida Quis Assim - Oswaldo Montenegro

Me fale das andanças ex amor

Dos melhores momentos que passou

Me fale que vou te falar dos meus

Eu tenho todo tempo pra ouvir

Os melhores momentos que eu vivi

São todos que passei ao lado teu.

Mas se você quiser não vou lembrar,

Pra não te constranger
Me ver chorar

A gente fala então do que virá

Eu tenho toda vida pela frente


E vou viver da forma mais urgente

Quem sabe um dia eu pare de te amar.

E mesmo que isso possa acontecer


Eu vou sentir saudade de você




Que culpa pode ter o coração


Que pena que a vida quis assim


Você viver feliz longe de mim

A dor rindo da minha solidão...



Se alguém vier pedir o meu conselho

A gente não aprende no espelho


A gente vive e sofre pra aprender

Cada amor é tanto e diferente

A vida insiste em dar esse presente


Comece o dia amando mais você!



E mesmo que isso possa acontecer e

Eu vou sentir saudade de você

Que culpa pode ter o coração

Que pena que a vida quis assim

Você viver feliz linge de mim


A dor rindo da minha solidão



Se alguém vier pedir o meu conselho

A gente não aprende no espelhi

A gente vive e sofre pra aprender

E cada amor é tanto e

diferente

A vida insiste em dar esse presente


Começe o dia amando mais você!




Piço, e a Chapada Diamantina sempre vai me
lembrar você.
Obrigada!
Me perdoe!
Sinto Muito!
Eu te amo!
Obrigada!





sábado, 3 de março de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coluna "Pensações"

(mais um da série "esvaziamentos". Texto escrito em 2010)

“Porque é tão difícil dizer aos outros o quanto gostamos deles?” (frase do livro “Ostra feliz não faz pérola – Rubem Alves)

Quando li a frase acima no livro citado, escrevi o seguinte:

Porque? Oras, porque quando uma pessoa sabe que gostamos dela, ela vai enfiar o dedo no nosso coração, sádica e lentamente, nos fazendo sangrar com um sorriso nos olhos vendo a nossa dor.

Depois o buraco fica lá. A pessoa quando precisa de novo da gente, sabendo que é “gostada”, afasta o dedo do buraco e com cara de inocente se oferece de novo ao nosso carinho. Mas o buraco fica lá. Arde um pouco pra sempre. Sabe ferida mal curada? Dói como gastrite, mas “gastrite no coração”. E os nossos olhos brilham um pouco menos. E fica cada vez mais difícil de dizer: eu gosto de você.

Por Rita Brafer

Coluna "Pensações"

Pensando... e ouvindo música. (texto escrito em 19/07/2009 - da série "esvaziamentos")



As vezes as coisas, algumas coisas, parecem tão injustas.

Penso já ter ouvido uma vez que nem sempre quem mais trabalha é o mais reconhecido. Sim, ouvi. Foi um professor de teatro uma vez, comentando uma cena que eu e um amigo tínhamos feito, escrito, apresentado... cada dupla tinha que escrever uma cena, apresenta-la e depois trocar com outra dupla para uma nova apresentação. Cumprimos nossa tarefa e depois tivemos que fazer a tal troca com quem não tinha cumprido a sua... e tivemos trabalho duplo! E ele fez esse comentário. Mas enfim, não reclamo, trabalhar é sempre bom, principalmente com o que a gente gosta.

Mas ainda assim, gostando da oportunidade de trabalhar e sabendo, tendo a consciência que nem sempre o esforço é reconhecido ainda não aprendi ser desprendida o bastante a ponto de não sentir dor, tristeza, desânimo e uma pontinha de mágoa quando me esforço, estou feliz com um trabalho e percebo que alguém envolvido tão de perto da bem pouco importância para minha participação nele, quando tenho a sensação que se eu não tivesse ali não faria diferença, e pior, que a minha presença serve apenas de pano de fundo para o que realmente importa para essa pessoa.

Aí, de repente, mais uma vez, um trabalho que pra mim é (ou era) tão meu fica tão alheio a mim, fico tão sem importância que me sinto a “atriz coadjuvante de um monólogo”.

Pra mim o “tamanho” dos papéis, das participações no teatro e na vida nunca tiveram grande importância e sim a intensidade é que importa. Mas tem coisas que minam o meu tesão, e me sentir insignificante e dispensável é “um pouco” pesado pra mim... mina meu tesão e me faz sentir mal.

Não sei, mas parece que meu trabalho de burro de carga é muito bem vindo, mas pára por aí,

Fico na dúvida: desistir e jogar a toalha ou dar o melhor de mim POR MIM. Busco essa mulher (essa personagem) em toda sua plenitude ou me visto de cinza e me apago nesse monólogo? Ou será que deixo a barba crescer e a ponho de molho?


(texto escrito durante os ensaios da peça “À Queima-Roupa, depois que o diretor me pediu para falar o texto fora da luz para dar mais destaque ao outro ator. O bom é que, na dúvida, optei por fazer o espetáculo POR MIM e descobrir "essa mulher" em sua plenitude e foi muito bacana viver a Eurídice, boas lembranças!)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sábado, friozinho logo cedo, cheiro de pão assando nas padarias.
Cheiro de Pão... esse cheirinho de pão assando dá uma sensação tão boa. Não é de sentir fome. Talvez fome de vida. Uma fome danada de café da manhã em casa, o mundo quentinho e aconchegante de uma manhã de garoa em Sampa!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Faça uma lista de grandes amigos


Quem você mais via há dez anos atrás

Quantos você ainda vê todo dia

Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha

Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre

Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece

Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria

Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava

Quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava

Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?

Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo

Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava

Hoje assobia pra sobreviver?

Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você?